Manchas escuras no rosto, de contornos irregulares e difícil controle. Assim o melasma se apresenta para milhões de pessoas, principalmente mulheres, que convivem diariamente com os impactos estéticos e emocionais dessa condição dermatológica crônica. Apesar de não representar risco à saúde, o melasma afeta diretamente a autoestima e a qualidade de vida, exigindo um olhar cada vez mais técnico, individualizado e baseado em ciência.
Segundo a biomédica Dra. Esthefanny Camara, referência em rejuvenescimento facial, o melasma é uma alteração na pigmentação da pele caracterizada pelo aumento da produção de melanina. “Ele costuma surgir principalmente em áreas expostas ao sol, como rosto, colo e braços, e está fortemente relacionado à exposição solar, alterações hormonais, predisposição genética e até fatores inflamatórios da pele”, explica.
Ao contrário do que muitos acreditam, o melasma não é apenas uma “mancha superficial”. A Dra. Esthefanny destaca que ele pode atingir diferentes camadas da pele, o que torna o tratamento mais complexo. “Quando a melanina está depositada em camadas mais profundas, os resultados exigem mais tempo, constância e associação de terapias adequadas. Por isso, não existe solução milagrosa, e sim estratégia correta”, afirma.

Nos últimos anos, os avanços na medicina estética permitiram uma abordagem mais eficaz e segura para o controle do melasma. Protocolos personalizados, que combinam ativos clareadores, peelings químicos específicos, tecnologias como laser e luzes, além de tratamentos injetáveis, têm apresentado resultados expressivos. “O segredo está na individualização. Cada pele reage de uma forma, e o tratamento precisa respeitar isso”, ressalta a especialista.
Outro ponto fundamental, segundo a Dra. Esthefanny Camara, é a manutenção e o cuidado diário. O uso rigoroso do protetor solar, a escolha correta de cosméticos e o acompanhamento profissional contínuo são indispensáveis. “O melasma não tem cura definitiva, mas pode ser controlado. Quando o paciente entende isso, o tratamento se torna muito mais eficaz e os resultados, mais duradouros”, pontua.
Além da técnica, a biomédica destaca a importância do acolhimento. “Lidar com melasma é também lidar com emoções. Muitas pacientes chegam fragilizadas, evitando espelhos e fotos. O tratamento vai além da estética: é sobre devolver confiança, bem-estar e liberdade”, conclui.

