A decisão de ser mãe tem acontecido cada vez mais tarde. Questões profissionais, projetos pessoais, estabilidade financeira, relacionamentos e o próprio desejo de construir uma família no momento considerado mais adequado fazem com que muitas mulheres cheguem à maternidade após os 35 anos. Nesse cenário, a chamada maternidade tardia deixa de ser uma exceção e passa a fazer parte da realidade de muitas famílias.

Para a ginecologista e obstetra Dra. Alyk Vargas, médica há mais de 17 anos e referência no acompanhamento de gestações de alto risco e de mulheres 35+, o avanço da idade materna não deve ser encarado como motivo para medo, mas como um fator que precisa ser considerado com responsabilidade durante toda a jornada gestacional.

“Algumas gestações precisam de mais do que protocolos. Precisam de critério, escuta ativa e decisões bem fundamentadas”, explica a especialista.

A experiência profissional da médica é diretamente conectada ao tema. Ao longo de sua trajetória, Dra. Alyk passou a concentrar sua atuação no acompanhamento de mulheres que engravidam após os 35 anos, especialmente aquelas que necessitam de um olhar mais atento por apresentarem fatores que podem aumentar a complexidade da gestação.

Maternidade tardia não significa, necessariamente, gravidez de risco

Um dos principais pontos defendidos pela obstetra é justamente a necessidade de evitar generalizações.

Engravidar após os 35 anos pode estar associado a uma maior probabilidade de algumas intercorrências obstétricas, mas isso não significa que toda mulher nessa faixa etária terá uma gestação complicada.

O que muda é a necessidade de avaliar cada caso individualmente.

Histórico de saúde, condições clínicas, exames, antecedentes obstétricos, hábitos de vida e características específicas de cada gestação precisam ser considerados na definição da estratégia de acompanhamento.

“Meu objetivo é ajudar a gestante a ter um pré-natal leve e seguro, sem transformar o termo ‘alto risco’ em uma sentença de medo”, destaca Dra. Alyk.

Essa abordagem também passa por uma mudança importante na forma de comunicar os riscos. Para a especialista, informação de qualidade não deve servir para assustar a gestante, mas para permitir que ela compreenda o próprio cenário e participe das decisões relacionadas ao seu cuidado.

O pré-natal como ferramenta de segurança

Em uma gestação após os 35 anos, o pré-natal ganha ainda mais importância. O acompanhamento permite identificar precocemente alterações que possam surgir ao longo da gravidez e estabelecer uma estratégia adequada para cada mulher.

Mais do que cumprir uma sequência de consultas e exames, o conceito defendido por Dra. Alyk envolve acompanhamento individualizado, escuta e análise criteriosa das necessidades da paciente.

Foi a partir dessa visão que a médica desenvolveu o Programa Bem-Estar Gestacional, proposta que reúne sua experiência na obstetrícia com uma abordagem baseada em ciência, individualização e responsabilidade.

A ideia é proporcionar segurança sem transformar a gravidez em uma experiência dominada pela preocupação.

A experiência de ser gestante aos 37 anos

O olhar de Dra. Alyk sobre a maternidade 35+ também passa pela experiência pessoal. A própria médica vivenciou uma gestação aos 37 anos, experiência que reforçou, na prática, aquilo que já defendia profissionalmente.

Para ela, o pré-natal bem conduzido não está relacionado apenas à prevenção e ao monitoramento de possíveis complicações. Ele também pode transformar a maneira como a mulher percebe e vivencia a própria gestação.

A experiência aproximou ainda mais a médica das inseguranças, dúvidas e expectativas que podem acompanhar uma mulher que engravida em uma fase mais madura da vida.

Ciência sem romantizar e sem criar medo

Outro aspecto central da atuação da especialista é encontrar equilíbrio entre dois extremos: romantizar a maternidade tardia ou tratá-la como uma gravidez necessariamente problemática.

A medicina baseada em evidências permite reconhecer que a idade materna é um dos elementos que devem ser considerados no acompanhamento, mas não é o único.

Cada mulher possui uma história, um organismo, um contexto e uma realidade diferentes. Por isso, segundo Dra. Alyk, não existe uma fórmula única para conduzir todas as gestações 35+.

A proposta é justamente substituir generalizações por avaliação individualizada.

Cuidar de quem cuida

Fora do consultório, Dra. Alyk também busca manter uma relação equilibrada com a própria saúde e bem-estar. Movimento, viagens e momentos de autocuidado fazem parte de sua rotina e refletem uma filosofia que ela também leva para a prática médica: cuidar de quem cuida é igualmente importante.

Essa visão amplia o conceito de pré-natal para além dos exames e consultas. A gestação envolve transformações físicas, emocionais e sociais, e a mulher precisa ser considerada em sua integralidade.

Com mais de 17 anos de medicina, atuação em ginecologia e obstetrícia e experiência direcionada ao pré-natal de alto risco e à maternidade 35+, Dra. Alyk Vargas constrói sua trajetória a partir de uma obstetrícia que procura unir conhecimento técnico, acolhimento e responsabilidade.

Em um momento em que cada vez mais mulheres escolhem — ou conseguem — viver a maternidade em uma fase mais madura da vida, a mensagem da especialista é clara: idade não deve ser sinônimo de medo, mas um motivo a mais para planejamento, informação e acompanhamento adequado.

Dra. Alyk Vargas
Ginecologista e Obstetra | Referência em gestação de alto risco e maternidade 35+
Autora do Programa Bem-Estar Gestacional
CRM 129040 | RQE 134060

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