Durante décadas, a saúde íntima feminina foi cercada por silêncio, vergonha e desinformação. Hoje, esse cenário começa a ser ressignificado por uma nova abordagem que une ciência, tecnologia e acolhimento. Para a Dra. Jéssika Fiúza, referência em laser, HIFU e harmonização íntima, e mestranda em medicina estética, falar sobre autoestima íntima é falar sobre liberdade, autonomia e reconexão com o próprio corpo.
“Cuidar da região íntima não é vaidade. É saúde, é bem-estar e, principalmente, é um direito da mulher de se sentir confortável e confiante no próprio corpo”, afirma a especialista. Segundo ela, muitas pacientes chegam ao consultório carregando desconfortos físicos e emocionais que impactam profundamente sua qualidade de vida, mas que raramente são verbalizados.
Flacidez, ressecamento vaginal, escurecimento da região íntima, perda de sensibilidade e alterações após a gestação, o envelhecimento ou a menopausa são queixas frequentes. Ainda assim, o tabu faz com que inúmeras mulheres convivam com essas mudanças em silêncio. “Elas aprendem a normalizar o incômodo, a dor ou a insatisfação, quando, na verdade, existem tratamentos seguros e eficazes que podem devolver conforto e autoestima”, explica a Dra. Jéssika.
A estética íntima moderna vai muito além da aparência. Os protocolos atuais, baseados em tecnologias como laser e HIFU, aliados à estética regenerativa, atuam na melhora funcional dos tecidos, na hidratação, na elasticidade e na sensibilidade da região íntima. Para a médica, o grande diferencial está na personalização do cuidado. “Não existe um padrão de corpo ideal. Existe a história de cada mulher, suas fases hormonais, emocionais e suas expectativas. O tratamento precisa respeitar tudo isso.”
Mais do que resultados físicos, a especialista destaca o impacto emocional dessas intervenções. “É muito comum ouvir das pacientes que elas voltaram a se sentir seguras, femininas e conectadas consigo mesmas. Quando a mulher se sente bem intimamente, isso reflete na autoestima, nos relacionamentos e até na forma como ela se posiciona no mundo”, ressalta.
Para a Dra. Jéssika Fiúza, o cuidado íntimo deve ser conduzido com ética, sensibilidade e embasamento científico. “Estamos falando de uma área extremamente íntima, que envolve confiança. O acolhimento é parte fundamental do tratamento. Antes de qualquer procedimento, é preciso ouvir, orientar e respeitar o tempo de cada mulher”, afirma.
A crescente busca por tratamentos íntimos revela uma mudança importante no comportamento feminino: o abandono da culpa e do medo em favor do autocuidado consciente. “Quando a mulher cuida dessa área, ela não está buscando perfeição, mas liberdade para se sentir inteira e dona do próprio corpo”, conclui a especialista.
Assim, a autoestima íntima deixa de ser um assunto proibido e passa a ocupar o lugar que merece: o de uma poderosa ferramenta de transformação, que promove saúde, bem-estar e empoderamento feminino de dentro para fora.

