O uso de medicamentos como o Mounjaro tem crescido rapidamente no Brasil, impulsionado pela promessa de emagrecimento rápido. No entanto, segundo o médico Dr. Renato Lobo, especialista em nutrologia e longevidade em São Paulo, o maior erro dos pacientes não está no remédio, mas na forma como ele é utilizado.
“Esses medicamentos são ferramentas poderosas. O problema é quando são usados sem estratégia. Sozinhos, não sustentam o resultado”, explica.
De acordo com o especialista, o chamado “efeito rebote” acontece principalmente quando o paciente reduz drasticamente a ingestão de calorias, não consome proteína suficiente, não pratica treino de força e não trata compulsão alimentar ou ansiedade.
“O corpo entende isso como um estado de ameaça. Ele reduz o metabolismo para sobreviver. Quando o medicamento é retirado, o ganho de peso pode ser ainda mais rápido”, alerta.
Dr. Renato Lobo reforça que o tratamento precisa ser estruturado, incluindo avaliação metabólica completa, ajuste nutricional individualizado, estratégia de treino e controle comportamental e emocional.
“Sem um plano, o paciente está apenas alugando o resultado. Não construindo.”
Outro ponto importante, segundo o especialista, é a qualidade do emagrecimento.
“Perder peso não significa melhorar a saúde. É possível perder massa muscular, piorar o metabolismo e ainda assim ver o número na balança cair”, explica o médico.
Segundo Dr. Renato Lobo, cada paciente responde de forma diferente ao tratamento.
“Não existe protocolo universal. O que funciona para um pode não funcionar para outro. É por isso que a avaliação individual é essencial.”
Atualmente, o médico atende na Clínica Sculpté, em São Paulo, onde desenvolve protocolos personalizados focados em emagrecimento, performance e longevidade.
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