Em um cenário econômico onde o endividamento das famílias brasileiras atinge níveis alarmantes, saber como lidar com as contas básicas e o crédito bancário é fundamental para evitar o colapso do orçamento doméstico. O advogado Daniel Romano Hajaj, especialista em direito bancário e na defesa dos endividados, fala sobre estratégias para voltar a ficar no azul.

O Perigo do Rotativo do Cartão

Uma das orientações mais importantes do especialista é nunca parcelar a fatura do cartão de crédito devido aos juros astronômicos. “A recomendação é buscar um empréstimo pessoal em outra instituição com taxas menores para quitar o valor à vista”.

Segundo o advogado Daniel Romano Hajaj, essa é uma estratégia de substituição de dívida cara por uma mais barata. “O crédito rotativo é uma das maiores armadilhas do sistema financeiro. Buscar alternativas com juros menores é um passo inteligente, mas o consumidor deve estar atento ao Custo Efetivo Total (CET) da nova operação”, explica.

“Mas é importante, que antes de tomar o crédito, tenha certeza que essa é a melhor opção, pois segundo a lei atual, os juros do rotativo são limitados em 100% da dívida original”, completa.

Direitos no Consumo e Serviços Essenciais

Já sobre dívidas com serviços essenciais, o advogado aconselha fazer a adesão ao sistema para pagamento de multas com desconto, que pode chegar até 40%, além da obrigatoriedade de parcelamento pelas concessionária de serviços públicos:

Multas: O uso do aplicativo SNE permite o pagamento com 40% de desconto, um direito muitas vezes desconhecido pela população.

Energia Elétrica: Antes de efetuar o corte, as distribuidoras são obrigadas por lei a oferecer planos de parcelamento.

Sobre o parcelamento de serviços essenciais, o advogado Daniel Romano Hajaj reforça que o consumidor possui proteções legais que impedem cortes arbitrários sem a devida tentativa de negociação prévia, especialmente em casos de vulnerabilidade.

A Paciência como Aliada no Serasa

Para quem já está com o nome negativado, a orientação de Hajaj é aguardar os “feirões limpa nome”, onde dívidas altas podem ser quitadas por uma fração do valor original.
“A paciência é, de fato, o melhor desconto”, afirma.

“No entanto, é preciso analisar se a dívida já prescreveu ou se a proposta de quitação não esconde cláusulas que possam prejudicar o consumidor futuramente”, acrescenta.

Mas, ele alerta que sempre que o pagamento for feito por meio da plataforma do SERASA, o consumidor não pode ter seu nome mantido em restrições internas, pois essa prática é ilegal.

Dívidas com o Leão

Daniel Romano Hajaj orienta que o Imposto de Renda permite um parcelamento em até 8 vezes direto no programa da Receita, utilizando a taxa Selic como base. “Entender que existem caminhos legais para todas as formas de débito é o primeiro passo para a dignidade financeira”, afirma.

Segundo o entendimento do advogado Daniel Romano Hajaj, essas são as dicas iniciais de quem precisa readequar as contas e sair do inferno financeiro

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