A história de Elaine Cristina Ray Stanislaw Keith, conhecida como “Lela Mafia Brasileira”, é daquelas que parecem roteiro de filme: marcada por desafios, fé e uma determinação inabalável. Hoje influenciadora de moda e CEO da marca Máfia Brasileira, ela carrega consigo uma trajetória que começou cedo, ainda na infância, e que se transformou em exemplo de empreendedorismo e superação.
Desde muito nova, o trabalho já fazia parte da sua rotina. O pai de Lela Mafia Brasileira tinha um pequeno comércio, uma vendinha na vila onde a família morava, e aos 10 anos ela e os irmãos já ajudavam o pai a vender pão e os produtos da vendinha.
Aos 12 anos, Elaine já trabalhava na feira livre para a família Trindade, ajudando nas vendas. Nessa época, vendia tomate extra B junto com Mário, seu antigo namorado. Patrícia, sua cunhada, vendia Yakult, mas desde os 10 anos já trabalhava vendendo tomate com o irmão da Lela. Os tempos eram difíceis e os produtos, muitas vezes, não eram de primeira qualidade.
“Eu vendia tomates que chamávamos de extra B, que eram considerados inferiores. Dizia às clientes para cortarem a parte ruim e aproveitarem o restante. Elas confiavam em mim e compravam. Foi assim que aprendi cedo a importância da credibilidade”, relembra.
Mas, um pouco antes de empreender, ainda adolescente, aos 14 anos e grávida, se destacou como vendedora de Yakult, quando o leite fermentado era comercializado em carrinhos. Enquanto a média das consultoras girava em torno de 10 mil frascos por mês, Elaine e Patrícia chegavam a vender 40 mil unidades. O talento para negociar e conquistar clientes já se mostrava evidente, e a veia empreendedora começava a se expandir.
Sua trajetória também passou por grandes empresas. Trabalhou no McDonald’s e, por muitos anos, na loja Leporello, onde descobriu sua paixão pela moda.
Na Leporello, o desempenho de Lela chamou atenção. No segundo mês, já era a vendedora com melhores resultados. Mas o reconhecimento não veio como esperado.
“O Reinaldo tinha medo de me promover a gerente porque achava que as vendas cairiam. Eu vendia muito, números que impressionavam. Para se ter ideia, enquanto uma gerente vendia 40 mil, eu cheguei a vender 270 mil reais no Shopping Penha, há 30 anos”, conta.
Apesar das barreiras, Lela levou consigo um aprendizado valioso.
“Um homem me disse: ‘dê o melhor nessa empresa, porque quando tiver a sua, dará o melhor’. Levei isso ao pé da letra”, afirma.
A fé como guia
A fé sempre foi um pilar fundamental em sua trajetória.
“Um dia, muito cansada, orei pedindo a Deus uma resposta. Ele me mostrou que aquele não era o lugar certo. Voltei para a feira, onde meus irmãos cuidavam da barraca, e insisti para que montássemos uma loja. Assim nasceu um novo capítulo”, lembra.
Foi então que encontrou apoio em Seu Salvador, que acreditou em seu sonho e alugou para ela um pedacinho da loja dele. O espaço tinha duas portas, e ele alugou metade de uma porta, com 2 metros quadrados, pelo valor de 2 mil reais, há cerca de 20 anos.
Ali nasceu a loja Vonumvo. O programo Pânico, dizia: “eu vou bonita, não vou na feia”, e Elaine brincava repetindo: “eu vou ou não vou entrar?”. Dessa expressão nasceu o nome “vonumvo”, que marcou o início de uma nova fase. Do pequeno espaço, a marca cresceu e conquistou novos locais.
Com o tempo, Lela decidiu seguir sozinha, encerrando a sociedade com os irmãos. Superou uma doença grave e renasceu, como ela mesma diz, “feito uma fênix”. Persistente, abriu sua loja no Brás e consolidou a Máfia Brasileira, que há 15 anos se destaca no mercado da moda com peças de qualidade e estilo marcante.
Hoje, a marca é reconhecida por unir tendências modernas com acabamento impecável, sem perder a essência de Elaine: empatia, proximidade com as clientes e o desejo de ajudar outras mulheres a conquistarem seus sonhos.
O Concurso Prinss Máfia Brasileira
Além de empreender, Elaine se dedica a abrir portas para outras mulheres. O Concurso Prinss Máfia Brasileira já reuniu mais de 8 mil inscritas e revelou nomes como Luana Thalia, Joyce Carvalho, Day Castro, Madu Fraga e Cacau.
“O Concurso promove oportunidades para meninas que sonham em seguir a carreira de modelo. É sempre um sucesso, já que contabilizamos milhares de inscrições. O evento acontece no dia 27 de abril, na Rua da Mooca, 1415, às 20 horas, em São Paulo”, detalha a empresária.
A iniciativa já fez diferença na vida de muitas jovens. Luana Thalia, por exemplo, começou com a Máfia Brasileira ainda menina e hoje é modelo reconhecida. Outras participantes também conquistaram espaço e visibilidade no mercado.
Uma trajetória com propósito e legado
Mais do que vender roupas, Elaine acredita que sua missão é enaltecer mulheres.
“Seguimos com o propósito de enaltecer outras mulheres, seja pelo evento em si, seja pela criação de peças confortáveis, de qualidade e acabamento impecáveis, seja pela personalidade, cores e empoderamento feminino colocados em cada peça, cada look, cada produção. E seguimos acreditando sempre que juntas, podemos mais”, conclui Lela.
A trajetória de ELAINE CRISTINA RAY STANISLAW KEITH mostra que sonhos podem nascer em uma feira livre e se transformar em marcas consolidadas. Sua história é prova de que fé, persistência e coragem são capazes de transformar vidas e inspirar muitas outras mulheres a acreditarem em si.

